segunda-feira, 9 de novembro de 2009

alô alô

Planeta terra cagando
planeta ter
ra ca
g
a
n
d
o

Uniban ABC

recebi essa convocatória por e-mail, eis o posicionamento dos movimentos sociais perante o caso do vestido cor-de-rosa, vai vendo...Segue o ATO na Uniban ABC.

domingo, 8 de novembro de 2009
Não nos calamos frente ao caso da Uniban!
Por Marina Fuser

Entre vaias e gritos eufóricos, uma multidão provoca um alvoroço nos corredores da UNIBAN. Uma jovem estudante teve que ser escoltada pra impedir que seja agredida sexualmente pelos rapazes mais afoitos, que gritavam em uníssono: “puta, puta”. O motivo é o mais banal possível: uma minissaia.

A minissaia, que já perfilava pelos figurinos esportivos em 1929 tornou-se um símbolo emblemático nos efervescentes anos sessenta, quando eclode aquilo que ficou conhecido como “revolução sexual”. No período em que estudantes e operários tomavam as ruas pra protestar contra as múltiplas formas de opressão e de exploração da sociedade capitalista, as mulheres tomaram a linha de frente, colocando em pauta também as suas demandas. Na França, as estudantes da Nanterre reivindicavam o direito a dormitórios mistos. Em Bercley na Califórnia, mulheres rasgaram seus sutiãs em protesto ao moralismo vigente na sociedade. Era o período da pílula anti-concepcional, da utopia de um amor-livre: livre de moralismos, livre das hierarquias que colocam a mulher no papel de submissas.

Mais de 40 anos se passaram e a nossa geração presencia um episódio vergonhoso, em que uma mulher é humilhada em um local público pelo simples cumprimento de sua saia. O mais paradoxal é o fato de isso ocorrer numa universidade: local de produção de conhecimento. Conhecimento nada tem a ver com o que ocorreu na UNIBAN na semana passada. Muito pelo contrário, foi uma demonstração de ignorância e machismo exacerbado. A moral de uma sociedade que divide as mulheres entre as esposas, aquelas que devem viver em função dos maridos, confinadas no lar, seguindo o mandamento da bíblia que diz: “crescei-vos e multiplicai- vos”; e aquelas outras, as “putas”, que só servem pro prazer contingente do homem. Objetificadas, estas não são dignas de respeito. São “putas”: a elas não cabe a dignidade de serem tratadas como seres humanos.

Por trás desse moralismo, está a supremacia da ordem patriarcal, tão proferida pela Igreja Católica, que condena o divórcio, que é contra todos os métodos anticonceptivos, que faz de tudo pra manter o aborto na ilegalidade “em nome da vida”, enquanto mais de 62.000 mulheres dos estratos mais pauperizados da sociedade morrem por ano por conta de abortos clandestinos. A hipocrisia da Igreja que condena o prazer mundano recai sobre as mulheres que ousam sair de sua imanência, como pecadoras. De acordo com essa lógica medieval, elas merecem ser queimadas na fogueira. E as chamas da inquisição são reanimadas a altos brados nos corredores da UNIBAN.

É lastimável que um episódio como esses tenha ocorrido em pleno século XXI. Isso demonstra que pouco aprendemos com as lutas travadas pelas gerações anteriores, ao passo que escancara o moralismo e o machismo ainda muito aflorados na atual sociedade.

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domingo, 8 de novembro de 2009
Nós mulheres do Pão e Rosas gritamos por Geisy Arruda: Abaixo à ditadura da UNIBAN! Nem burcas, nem inquisição, queremos a reincorporação!
Ontem, dia 7 de novembro, a Universidade Bandeirantes - UNIBAN, divulgou nota à imprensa anunciando a expulsão da estudante Geisy Arruda, após o absurdo ocorrido no dia 22 de outubro, onde esta mesma estudante foi terrivelmente violentada, humilhada e ameaçada de estupro por estar usando um vestido curto.

A posição da instituição, além de absurda e opressora, demonstra exatamente como funcionam os interesses da burguesia e da propriedade privada no sistema capitalista, assim como as diversas formas de barbaridade que este modo de produção proporciona às mulheres. O capitalismo, que fortalece e potencializa todas as formas existentes de machismo, à medida que impõe padrões de beleza às mulheres, de sermos diariamente submetidas a posições de objeto tendo nossos corpos constantemente vendidos como mais uma mercadoria qualquer, este mesmo sistema impõe que implesmente por sermos mulheres devemos ser submissas e aceitar (sempre que possível caladas e sem causar muito incômodo) os mais variados tipos de violência. Chegando ao absurdo de que quando são vítimas dessas violências, são apontadas como culpadas!

A Uniban, além de impedir que a aluna estude, transformou a vítima do ocorrido em culpada, explicitando que assim como qualquer outra empresa, seu único interesse se configura na “boa imagem” de seu nome, em detrimento de qualquer um dos seus alunos que por sua vez a mantêm, reproduzindo uma lógica patriarcal, conservadora e machista, que leva milhares de mulheres a serem vítimas de estupros, espancamentos, e até assassinatos (crimes passionais). Com justificativas de que Geisy mantinha uma “postura incompatível com o ambiente, ensejando de forma explícita os apelos dos alunos” e de que a aluna “sempre gostou de provocar os meninos”, a instituição simplesmente responsabiliza Geisy por ser violentada e ameaçada de ter seu corpo estuprado por uma multidão de pessoas que a humilhavam.

Desta forma, a Uniban e sua comissão sindicante, expressam a conivência e cumplicidade a práticas de violência contra a mulher, enquanto em muitos outros lugares esse tema se constitui como objeto de estudos e pesquisas acadêmicas exatamente por ser uma questão tão presente na realidade e que devemos enfrentar e combater. Devemos lutar para que a universidade esteja a serviço de compreender para que possamos, estudantes junto aos trabalhadores/ as, transformar a realidade, o que ficou claramente expresso não ser possível numa universidade que somente visa o lucro e a reprodução do conhecimento a serviço dos empresários e patrões.

Justamente quando nos aproximamos do dia 25 de novembro, Dia Internacional de luta contra a violência à mulher, nos deparamos com um fato lastimável como este.

Que os estudantes de todas as universidades, públicas e privadas, os CA’s, DCEs, assim como a ANEL, somem suas forças para expressar nosso repúdio à mais um ato de violência contra Geisy, contra as mulheres, que partamos desse fato, para questionar essa universidade que produz todo conhecimento aos capitalistas enquanto reproduz e legitima esse sistema patriarcal, machista, que não só nos oprime, como nos explora.


O Pão e Rosas estará no ato amanhã 09/11 as 18h na porta da UNIBAN em São Bernardo do Campo e gritaremos por:

Reincorporação imediata de Geisy Arruda!

Punição à direção da UNIBAN responsável pela expulsão!

Contra o monopólio das universidades privadas, pelo fim dos vestibular e pela estatização das universidades privadas!

Expulsão dos que ameaçaram Geisy de estupro!

Colocar de pé uma comissão de mulheres estudantes, trabalhadoras efetivas e terceirizadas e professoras contra a violência às mulheres!

Construir um amplo e impactante 25 de novembro, dia contra a violência às mulheres, com toda a juventude da UNIBAN, rompendo essa divisão que querem nos impor!

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Sobre o caso da Uniban em São Bernardo do Campo
Por Iaci Maria, estudante pré-vestibular e militante do grupo de mulheres Pão e Rosas (Araraquara)


No último dia 22 um acontecimento grotesco – na falta de outro adjetivo que descreva o fato – parou a Uniban, Universidade Bandeirantes de São Paulo, localizada em São Bernardo do Campo: uma estudante chegou à faculdade com uma roupa curta, vista como “inapropriada” pelos demais universitários. Isso foi suficiente para despertar a selvageria da massa de estudantes que ali se encontravam. Os estudantes (tanto homens, quanto mulheres) perseguiram a aluna enquanto entoavam em coro “Puta! Puta!”, tendo alguns chegado até ao absurdo de incitar o estupro! A jovem teve que se esconder em sua sala de aula, de onde chamou a polícia, e só conseguiu deixar a Universidade vestindo um jaleco de professor, escoltada por seis policiais.


É, no mínimo, um absurdo que em pleno século XXI estudantes universitários tenham uma atitude tão incivil, reacionária e coberta de falso moralismo. Isso mostra o quanto o machismo é naturalizado em nossa sociedade e, o mais alarmante, em nossas mulheres.

Diante disto, fica cada vez mais claro que o fim do capitalismo é o primeiro passo para o fim da opressão da mulher, pois é este sistema que impõe um padrão de beleza e se apropria do nosso corpo, mercantilizando- o. Mostram mulheres seminuas em propagandas de bebidas, desodorantes, entre outras dezenas de produtos como uma jogada de marketing, e a sociedade aprova. A mídia abusa do uso de mulheres nuas em filmes e novelas para aumentar o ibope, e a sociedade aprova. Mas, quando uma estudante chega à sua Universidade (que mesmo sendo particular é um espaço público) usando roupas curtas, desaprovam, dizendo que ela está “inapropriada”, “provocando”, “querendo ‘causar’”, e a insultam, hostilizam, ameaçam estuprá-la, obrigando-a a se retirar da Universidade cercada por policiais e a base de spray de pimenta.

Eu, enquanto mulher e cidadã, fico chocada com essa sociedade que adora vangloriar as conquistas das mulheres ao longo dos anos (dentre estas, o direito de usar roupas curtas e justas) e oprime tanto, de forma tão animalesca uma mulher que decide usufruir deste seu direito. Dessa forma, dão margem à violência, justificando- a e ainda culpando a própria mulher pelo assédio que sofre.

E é por isso que nós, mulheres, militantes ou não, feministas ou não, devemos nos empenhar em abrir um diálogo com essas mulheres que oprimem sem notar o quanto são oprimidas, e fazê-las enxergar essa realidade feminina. Devemos denunciar a violência contra a mulher, tão intrínseca e recorrente! Devemos lutar pelo fim do sistema capitalista, esse sistema opressor, tendo em vista que somente o fim deste abrirá caminhos para a real libertação feminina! Mulheres, lutemos para nos tornarmos livres da violência, da opressão e, principalmente, da culpa!

domingo, 8 de novembro de 2009

inconcluso I

mais do mesmo
mais do ego
mais que prego
menos que brasa
menos que chuva
tanto quanto uva
mais que coice
menos que morte
mais que sorte
mais que ferro
mais que relo
mais que ralo
menos que catarro
menos que escarro
menos que pedra
no vidro do carro
menos que filtro
novo de barro
maior que o buraco
do ralo
menor que o cheiro
do olho
maior que o suor
do beijo
no molho

(...) inconcluso I

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cordel

Brasi Caboco
Zé da Luz


O qui é Brasí Caboco?
É um Brasi diferente
do Brasí das capitá.
É um Brasi brasilêro,
sem mistura de instrangero,
um Brasi nacioná!


É o Brasi qui não veste
liforme de gazimira,
camisa de peito duro,
com butuadura de ouro...
Brasi caboco só veste,
camisa grossa de lista,
carça de brim da “polista”
gibão e chapéu de coro!


Brasi caboco num come
assentado nos banquete,
misturado cum os home
de casaca e anelão...
Brasi caboco só come
o bode seco, o feijão,
e as veiz uma panelada,
um pirão de carne verde,
nos dias da inleição
quando vai servi de iscada
prus home de posição.


Brasi caboco num sabe
falá ingrês nem francês,
munto meno o português
qui os outros fala imprestado...
Brasi caboco num inscreve;
munto má assina o nome
pra votar pru mode os home
Sê gunverno e diputado


Mas porém. Brasi caboco,
é um Brasi brasileiro,
sem mistura de instrangero
Um Brasi nacioná!


É o Brasi sertanejo
dos coco, das imbolada,
dos samba, dos vialejo,
zabumba e caracaxá!


É o Brasi das vaquejada,
do aboio dos vaquero,
do arranco das boiada
nos fechado ou tabulero!


É o Brasi das caboca
qui tem os óio feiticero,
qui tem a boca incarnada,
como fruta de cardoro
quando ela nasce alejada!


É o Brasi das promessa
nas noite de São João!
dos carro de boi cantano
pela boca dos cocão.


É o Brasi das caboca
qui cum sabença gunverna,
vinte e cinco pá-de-birro
cum a munfada entre as perna!


Brasi das briga de galo!
do jogo de “sôco-tôco”!
É o Brasi dos caboco
amansadô de cavalo!
É o Brasi dos cantadô,
desses caboco afamado,
qui nos verso improvisado,
sirrindo, cantáro o amô;
cantando choraro as mágua:
Brasi de Pelino Guedes,
de Inácio da Catingueira,
de Umbelino do Texera
e Romano de Mãe-d’água!


É o Brasi das caboca,
qui de noite se dibruça,
machucando o peito virge
no batente das jinela...
Vendo, os caboco pachola
qui geme, chora e soluça
nas cordas de uma viola,
ruendo paxão pru ela!


É esse o Brasi caboco.
Um Brasi bem brasilero,
sem mistura de instrangêro
Um Brasía nacioná!


Brasi, qui foi, eu tô certo
argum dia discuberto,
pru Pêdo Arves Cabrá.

Mais do mesmo

Taí o prometido, depois capricho minha versão do Mais do Mesmo, não que a música seja ruim, mas existem momentos acadêmicos que são bemmaisdomesmocabeçanaparedepunhetandoideiassemacentoeideaiseloquentessemtremasemtremeracadeiraesemsairparatomarumapepsiéissoquevcquer?

Legião Urbana
Composição: Dado Villa-lobos/ Renato Russo / Renato Rocha / Marcelo Bonfá
Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente?

Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel.
Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?

Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme
E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares.
(e todos os índios foram mortos).

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Poderíamos dizer academicamente Em vez de tiroteio tem sempre luz no fim do túnel.

Vixi, Fiat Lux e assim se fez o conhecimento, descobriram até a rebimboca da parafuseta e como ensinar o aluno a rosquear a rebimboca da parafuseta sem espanar o braço dele, o aluno não aprendeu de jeito nenhum até hj, ficou com o braço espanado e o professor continua achando jeitos de enquadrar o ensino de como rosquear a rebimboca da parafuseta.
Sempre mais do mesmo

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quanto?

Veio dela, do e-mail dela, diretamente para o tatubola, vai vendo...Daqui a pouco eu posto Mais do Mesmo em alusão a aula de ontem de Metodologia do Português II, fiquemos com a questão filosófica diretamente do e-mail dela...bem dez!

Quanto Vale A Vida?(Engenheiros do Hawaii)

Quanto vale a vida qualquer um de nós?
Quanto vale a vida em qualquer situação?
Quanto valia a vida perdida sem razão?
num beco sem saída?
Quanto vale a vida?
São segredos que a gente não conta
são contas que a gente não faz
Quem souber
quanto vale
fale em alto e bom som ....

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Planeta terra chamando.

Planeta terra chamando.

domingo, 25 de outubro de 2009

Da Cacá Araújo

Os versos da minha parceira de todas as horas, amor sincero, amigo e terno, respeitado como deve ser, feroz.

Não quero ser o que sou!
O que?
Pq?
Mudar o que?
Amo!
Sim
Amo!
Fazer O que?
Pq?
Muita emoção
ás
vezes razão
O que?
Pq?
Rasgar o
peito
ai...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"vamos surfar garotos"
(fala do comandante em Apocalypse now)


o sun
o sol
o sol
dado
a santa morta
a semana inteira
a sensação de desespero
o sentido errado
o surfe
os cegos
o apocalypse
agora e sempre
as suturas
os destroços
as sequelas
os sentinelas
as situações incomodas
as superfícies explodidas
os sustos
as surras opressoras
os suores sanados
com a morte
o suspense
sus
to
de estar ainda
vivo após
sangrar
o sistema
digestivo
dos separatistas
uma faca no pescoço
um helicóptero
em queda livre
ah que isso elas estão descontroladas
uma faca no beiço
um faquir
o circo
e o respeitável público
que nunca é visto.
a monotonia
um morango silvestre
que nunca acaba
ou que já passou
duzentas vezes na tevê
por falar em tevê
ela só
be é
la desce ela só
be
e mais um carro passa
valvulado
pela rua tremendo
as estruturas e as lajotas
da varanda
o poeta não tem mais vez
e nunca teve
passou
a vez do verso
da voz das vitrolas poéticas
do arranhado silábico
passou
mais uma vez interlagos
alienando-se com autoramas
velociraptors
mais uma vez uma faca no pescoço
do Ilha
mais uma vez o bondinho
do pão de açúcar custando
250 reais só pra subir
pela
primeira vez
um helicóptero é abatido
e mais uma vez meus pensamentos
partem desconexos para
o pró
x
imo canal.