sábado, 27 de junho de 2009

Está surgindo mais um projeto de poesia - EIXADA neles!

Para que as pessoas comecem a entender um pouco do projeto Eixada. Primeiro, entenda o logotipo acima: vários braços, juntos, com bandeiras de diferentes estados. Longe de ser um projeto que valorize alguns estados em detrimento de outros, trata-se de um projeto de poesia, aquela poesia que vem das ruas, do resto, aquela poesia que critica o eixo e que de alguma forma tenta berrar que existe.
Segue o texto que desvenda pra mim e pra você esse projeto que está surgindo com colegas de luta, estamos juntos, poetando e contando lorota em microfone,

Eixada - do centro às beiradas. Capinando idéias que pululam e reagem contra a manipulação da máquina. É zombar remanejando a verba, dividindo o peso e somando num só corpo: o cooperativo. Simples e de respeito. Eixada......Eixada pode ser marca, batata, modelo, suco de fruta no palito, alado ou congelado, ali do lado leste, em algum outro norte, sem códigode barra, já que é para reformular os meios de impressão, publicando em grande escala para o Brasilzão. Assim, busca-se fortalecer a resistência das formas de se expressar artisticamente. Daí a nossa visão: descentralização do eixo - uma nova possibilidade – conexão viral entre artistas de toda a massa nacional. Processo coletivo. Um selo. Eixada......Eixada é quém do mercado editorial. Disposição em fazera própria distribuição em quais quer espaços que sejam: bar, motel, mercearia, açougue, brechó, igreja, terreiro, baile, feira,f arol, mão em mão... o que vale é deixar o rastro. Nosso ideal é a ação, o indivíduo não! Desterritorialização do não-lugar. Uma pá di gente no campo das letras. Eiso que tem cá. Eixada.
.....Eixada é como se fosse um cartão de visita de um tempo, esse documentinho pretende colocar lado a lado colunas verticais que se sustentem. Enfileirar fazedores d’arte contemporâneos, nem os melhores, nem os mais aptos, mas os que responderam ao chamado do eixo. Em mil inserções diferentes, todos aqui presentestem cara e braço para segurar o bandido, espantar a onça e bradar na passeata. Eixada.

Sopa de Letrinhas

(Ivan Antunes homenageado recitando e Domênico de Almeida Coiro convidado flauteando)
Foto de Cacá Araújo

E rolou o Sarau Sopa de Letrinhas do Clube Caiubi na noite fria de ontem, dia 26/06/09 em plena Rua Teodoro Sampaio no Vilagio Café , organizado e liderado pelo poeta,
músico e show-man, Vlado Lima.
A homenagem nessa noite foi para o poeta Ivan Antunes, esse mesmo que vos fala.
Coisa boa...Não tem coisa melhor que ouvir e ver pessoas lendo e fazendo performance com seus poemas. Gostaria de agradecer a todos que participaram da noite, das leituras e principalmente ao Vlado pela homenagem.e dizer que mês que vem tem mais sopa de Letrinhas após às 00h.

Veja mais fotos:

(Kadu Ayala e Paulo de Almeida falando sobre mulheres, poesias e cachaças)

(Carol fotografando e apreciando só a boa poesia)


(Mãe e Carol na prosa e na poesia)


(Tyta, Nicolau e Déborah Icamiaba curtindo o frio da noite poética)

Só para dizer, que essas são algumas fotos e que vários raros compareceram como meu pai e minha mãe, o professor Antonio Vicente, Rui Mascarenhas, Carlos Savasini e Zi, dentre muitos outros que ligaram, mandaram salves, axés e por aí vai, noite fria e quente ao mesmo tempo... só vendo como a casa tava cheia. Obrigado e vamos lá.

quinta-feira, 25 de junho de 2009


fondue

na fome
um fondue
faz feliz
o feito
inusitado
enfrenta a
fera nossa
viril
à garfos e facas
ferros
fósforos
figas
a neve fora
de mim e de ti
o vapor que sobe
no frio do
vidro
embaça até meu pensamento
a fresta
nosso encontro
a panela
nosso conforto
a nossa façanha
nosso feito
nosso momento
era ter aquilo
doce e salgado
forrar de amor
os nossos estômagos






quarta-feira, 24 de junho de 2009



As Charges do Latuff ilustram bem a atual USP, a greve continua, os anti-grevistas e 'lambe-botas' da tropa de choque continuam a solta e os professores lambe-botas do governador irresponsável continuam a solta e fingindo que é necessário ensinar e aplicar provas em alunos que fingem aprender. Quantas bombas terão que cair na universidade pública, para que a democracia e o diálogo imperem por aquelas bandas?
Se você acha normal prestar a FUVEST e fazer o ENEM, acho melhor cuidar da sua alienação. Universidade Pública deveria ser para todos.
O pior de tudo é o papo de UNIVESP que anda amedrontando todo mundo por aí (pelo menos os grevistas), sabe aquele negócio de você ficar na sua casa, fazer prova na sua casa e ser aprovado através do computador sem assistir aulas? Pois é...Estão tentando implementar isso na USP. Quantas bombas terão que cair para que o debate aconteça e a educação seja levada a sério?
Palmas para o Latuff um artista bom de briga.
Mais uma vez, fora REITORA SUELY! Fora POLÍCIA! Fora Serra!
Não adianta tirar a tropa de choque e não abrir espaço para a democracia, isso tudo é medo?
Os alunos querem votar para reitor, os professores também (menos os fascistas, pra esses tanto faz acho).
Você amigo leitor sabia que quem escolhe a reitora ou o reitor para aUniversidade Pública (no caso a USP) é o governador do estado? Sabia que a Reitora é um braço direito do governador? Pois é...A democracia existe mesmo?
Bem que Deleuze já dizia que vivemos na sociedade do controle, quando tudo foge a regra só convocando os pensamentos de Focault e daí, é vigiar é punir é bomba é gás é cacetada pra todo canto.
Tá explicado, câmeras, punições, exonerações, tropa de choque, bombas....minha nossa, quantas outras bombas?
O mais bizarro disso tudo é uma camarilha levantar placas e bandeiras anti-greve. Isso também é democracia (pessoas serem contrárias a greve), mas alienar-se com a não possibilidade da discussão e alienar-se com a repressão, achar o espetáculo da tropa de choque maravilhoso é no mínimo assustador.

Hoje vamos de Itamar...Salve Salve! Merece que todo mundo escute, atualmente, a parte do catarro e do ficar relax, só pode ser verdade...putz!

Vanguarda Paulista, coisa boa, todo nosso falecido poeta, Salve Salve poeta!

Venha até são paulo

São paulo tem socorro, tem liberdade, tem bom retiro

Tem esperança, tem gente e mais gente, cabe invade

São paulo tem muitos santos espalhados pelo estado

Tem são judas, são caetano, santo andré, tem são bernardo

Tem são miguel, são vicente, do outro lado tem são carlos

Tem santo

Que nem me lembro são joão clímaco, santo amaro e a capital são paulo

Tem o largo de são bento no centro

E no litoral tem santos, há santas também

É claro, santa efigênia, santana, santa cecília,

Tem santa clara...Venha até são paulo ver o que é bom pra tosse

Venha até são paulo dance e pule o rock and rush

Entre no meu carro vamos ao largo do arouche

Liberdade é bairro mas como japão fosse

Venha nesse embalo concrete fax telex

Igreja praça da sé faça logo sua prece

Quem vem pra são paulo meu bem jamais esquece

Não tem intervalo tudo depressa acontece

Não tem intervalo

Vai e vem e tchan e tchum êta sobe desce

Gente do nordeste, do norte aqui no sudeste

Batalhando nesse mundaréu de mundo que só cresce

Só carece

Venha até são paulo relaxar ficar relax

Tire um xérox, admire um triplex

Venha até são paulo viver à beira do stress

Fuligem catarro assaltos no dia dez

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Elza Soares
Composição: Indisponível

Teleco-teco Teleco-teco teco-teco teco-teco
Ele chegou de madrugada batendo tamborim
Teleco-teco teco teleco-teco
Cantando “Praça Onze”, dizendo “foi pra mim”
Teleco-teco teco-teco teco-teco
Eu estava zangada e muito chorei
Passei a noite inteira acordada
E a minha bronquite assim comecei
"Você não se dá o respeito
Assim desse jeito, isso acaba mal
Você é um homem casado
Não tem o direito de fazer carnaval”
Ele abaixou a cabeça, deu uma desculpa e eu protestei
Ele arranjou um jeitinho, me fez um carinho e eu perdoei

domingo, 21 de junho de 2009

quanto vale uma afetação

aquela do sonho

aquela que seu pai te disse que você

seria

mas que você nem sonhou ainda

aquela que seu inconsciente

mais que sub-pré-potente disse

ser você

quanto vale a sua afetação?

o gol do teu time

o beijo na boca

uma cantada na parada gay

um e-mail mal respondido

só queria saber quanto vale

sua

afetação?

uma reportagem sensacionalista

uma bêbado e um equilibrista

na plataforma esmagados

pela

composição

só queria

saber quantas velas vale a sua afetação

nessa parte fria do ano

quantas vozes valentes e quantas vassouras no chão

vale a sua afetação?

quantas passeatas, bombas, coréias?

com que você se afeta?

o que te infecta?

quantos nike's comprados na disneyland

quantos casais assassinados em lua de mel

quantos filhos que nascem sem ninguém saber porque.

quanto vale a sua afetação?

uma dúzia de aulas mal dadas,

um queijo prato mal cortado, presunto com gordura,

salame com mosca,

quanto pesa sua afetação?

uma demissão no emprego, não?

uma internet quebrada não?

quantas ligações mal ligadas,

quantas vozes afetadas

bofetadas

sua afetação vai pra onde?

duzentos mil enunciados diários

e frases de quem te criou, te afetam?

te infectam?

te detectam?

só pode.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

teclado que molha
teclado que amolece a tecla que molha
teclado que sua que ensurdece de tanto bater
recado que vem que circula o teclado
que tecla
recado que volta que transborda o correto
modelo
pecado que pauta que emputece a nobre alma
pecado que solta a rota de colizão entre os astros
xaxado que toca e que bota a massa pra fora do bar
xaxado que tinge a noite boêmia de felicidade
tampado de terno
foi tudo assim por um dia
ou anos ou meses
tapado de medo
de medo
que tapa a cara a boca
a vergonha de quem não teme dizer
tanta asneira
no ouvido de quem
finge ouvir e imagina
um outro plano
outra coisa
pasárgada, marte, lua
júpiter, coréia do norte
vila mascote
sergipe
patagônia
e as línguas crioulas
que resistem
são abafadas por alguns que
a fazem desistir de serem
diferenciadas e genuinamente
crioulas
www.
del del del del

http://www.showdaxuxa

del del del del del del
(selecionar) del

http://www.“vida.tristeza.pô.putamerda.pombas. porcaria”.com

del del del del del
(selecionar) del

http://www.estoudebanhotomadocabelolavado.c del del
(selecionar) del

http://www.fala.que.eu.te.escuto. Del
del del del del (selecionar) del

corinthians (copiar)
colar Corinthians

http://www.voo 447.frança.

teclado que molha
teclado que amolece a tecla
que molha

http://www.reitora filha da...
ERRO no sistema del del del

(Selecionar) del

http://www.precisodeumamigo.com.br
“nome e conta para debitarmos a quantia”
Del del del
(selecionar) del

chuva lá fora
escorre gota pelo vidro
suponho que seja quase fundue com queijo

http://www.sexohotaliviorápido.com
alívio alívio alívio
alívio alívio
alívio
alí
vi
o

no momento que fico totalmente angustiado

desligo a tevê

e espero outro dia acontecer

outra tevê ligar

outro medonho apresentador

dizer bom dia.

Novo líder sindical

É evidente que um novo poema meu deverá surgir nos próximos dias, isso tudo para dialogar com o desatualizado e já publicado Amoxicilina:

amoxicilina
o MINISTÉRIO DA SAÚDE E OUTROS MALES ADVERTEM

embate a bactéria estadual

embate a bactéria federal

frente a potente repressão de qualquer praga

ativa anti-corpo

convoca à luta do corpo nosso

no vermelho do corpo em decomposição

Amoxicilina grande líder sindical

ativista corporal

antibiótico ruim de bom

o MINISTÉRIO DA SAÚDE E OUTROS MALES ADVERTEM

Sabe que ontem fiquei quase uma hora fazendo inalação e tomando soro, o nome do novo líder sindical é levofloxacino, agora 10 dias sem cerveja. Quanto a amoxicilina, disse o médico que foi combatida pela repressão bacteriana contemporânea, está falando um pouco mais baixo, vive em liberdade, mas não sobe mais tanto no microfone.

só aguardar e vamos lá.

Abaixo a repressão!

Salve Amoxicilina, saudoso e antibiótico companheiro nosso!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estarei no Sopa de Letrinhas dia 26/06 às 21h

SOPA DE LETRINHAS (O Sarau do Clube Caiubi)

...de Vlado Lima para o mundo: diretamente do http://www.pontosdepoesia.blogspot.com/
"O Sopa de Letrinhas nasceu sob o signo de Dionísio. Nasceu pra ser festa! Celebração! Sarau não precisa ter cara de velório, por isso, o Sopa nunca flertou com a imortalidade acadêmica, nunca desejou ressuscitar o hype literário da Villa Krial, muito menos fomentar uma nova Semana de Arte Moderna. O Sopa é o que sempre quis ser: entretenimento puro. Um Programa do Chacrinha lítero-musical. Anárquico, debochado e, acima de tudo, democrático. No Sopa tudo pode. Todos podem. Pode o poeta laureado, o poeta udigrudi, o poeta cabaço, o poeta romântico, o poeta reumático, o poeta modernoso, o poeta místico, o poeta mequetrefe e o poeta pornográfico. Você gosta de poesia? De música? De bom humor? De gente do bem? Então, venha numa sexta-feira dessas provar a nossa Sopa. Garanto: a bagaça é duca!"

PRÓXIMA SOPA DE LETRINHAS:
26/06 - Sexta.Poeta Homenageado: Ivan Antunes

http://www.otatubola.blogspot.com/

Ivan Antunes nasceu em São Paulo no ano de 1984 na região do Largo 13 de Maio, Santo Amaro, por lá já nasceu vendendo plano de saúde, posteriormente fazendo poesia. Aliena-se com a conclusão do curso de Letras (Português/ Lingüística) e com o Corinthians. Foi um dos idealizadores e organizadores do Sarauê! (Sarau da Faculdade de Letras/USP). Auxiliou na organização das edições da FLAP (Festa Literária Aberta ao Público). Tem textos publicados no livro do I Festival de Literatura da Faculdade de Letras - USP (Dix, 2006); Antologia Vacamarela (2007); II Festival de Letras da USP (Humanitas, 2008); Revista Áporo (2008/2009) e na Antologia Santo Largo 13 (Dix,2008). Coordenou o projeto "As 13 visões do Largo 13 de Maio" premiado pelo VAI em 2008, ex-funcionário público, ex-estagiário do Paço Cultural Júlio Guerra (Casa Amarela), atual coordenador de produção editorial da editora Annablume. Faz parte do conselho das coleções de literatura [e] editorial e Demônio Negro, ambas vinculadas a editora em que trabalha. Quer ainda retomar a tentativa de somar positivamente para a educação brasileira. É o ganhador do III Festival de Literatura da Faculdade de Letras – USP (2009). Vai ver que é a pedra no teu sapato, vai ver que é a corda do coração, enquanto tiver força pulsa. Um dos poetas convidados a fazer parte da antologia Ávida Espingarda ([e] editorial,2009) que será lançada em breve. É um dos eixadeiros do projeto EIXADA de poesia que vai dar o que falar por esses tempos de frio.

Local:
Villaggio Café

Rua Teodoro Sampaio 1229
http://clubecaiubi.ning.com/profile/sopadeletrinhas
a partir das 21h, sopas, cervejas, poesias, músicas, balangandans e possibilidades...

terça-feira, 16 de junho de 2009

se alguém quiser disputar gripe,
desencana que eu ganho sempre
se alguém quiser disputar diarréia
desencana é melhor
não.
se alguém quiser disputar
amigdalite
não vem
que
não tem
se alguém quiser disputar a cor do ranho
já levei
até na composição
água, bactéria e pó
faz bem pra alimentação
se alguém quiser disputar
presente
não vem que to em clima de festa

segunda-feira, 15 de junho de 2009

disco de ouro

disco de prata

disco de vinil

disco verde

disco de metal

disco amarelo

disco arranhado

disco de freio

disco da hérnia

disco de platina

discoteca

discoteco várias vezes

discoteco discoteco discoteco

discoteco discoteco discoteco

diz sem vezes

diz com troço

descontrole

descompasso

despenhadeiro

despertador

um petardo

atravessa o planeta

de polo a polo

sem acento

a trave do felipe é forte

a dá dor de cabeça de pensar

a daiane e a daniela dependuradas

na trave do felipe

se a monalisa falasse

mais carros seriam incendiados

a arte às vezes não é levada a sério

marte também não

e nem o disco voador

o disco verde

o disco de vinil

o disco de ouro

o disco da hérnia

pra isso existe drops de limão com mel

já viu?

nem eu.

o dráuzio que falou no fantástico

inventou mais essa

preveniu a tosse de um monte de jacaré na ásia

o trabalho edifica o homem

é meu direito trabalhar

e de fazer greve

embora não acredite em nada disso

nem em estatísticas

nem em televisão

muito menos no paulo coelho...

a bomba atômica um dia vai lembrar

o gás lacrimogênio

que lembra o disco arranhado

que toca várias vezes

no megafone

esqueceram o codinome beijaflor

e que o "amor é importante. porra"

ainda querem acabar com a arte das ruas

por causa da bola,

ordens do pelé.

mas que mandou dar disco de ouro para quem?

pois é...

quem tem o mesmo discurso é quem vende milhões de votos que merece disco de ouro

disco verde, disco de platina...

o disco arranhado que todo mundo escuta e faz de conta que é assim mesmo...

enquanto isso mais bombas de lacrimogênio caem nos olhos de estudantes e professores, mais autonomias sendo invadidas, mais coréias do norte embargando estados unidos.

prefiro ser curupira que ver tudo isso pegando fogo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Vídeo USP

Segue o link para o Absurdo ocorrido no dia 09/06/09. Um vídeo que mostra realmente oque rolou. Tropa de Choque invade a autonomia universitária! José Serra, governador de São Paulo autoriza e diz que a culpa é da Reitora! Fora REITORA SUELLY VILELA! FORA SERRA! FORA POLÍCIA!

- www.youtube.com/watch?v=umPd5Sz9tjQ -

Vão tacar bomba no Tio Candido e na Tia Chauí? Em algum momento posso não curtir o pensamento de algum deles, mas temos que respeitar... aí to sabendo que vai ter estudante dando canetada e livradas se cair bomba nesse dia.

imagem do site www.adusp.org.br

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A tokadotatu pode adentrar no espaço da web para informar, ligando um ponto no outro...Queria avisar que a Unicamp está em greve também. Hoje professores da USP tiraram uma carta de repúdio as atrocidades de ontem e uma solicitação formal de "FORA REITORA!"... Quantas bombas vão ter que ser atiradas para o resto da comunidade acadêmica, nossos colegas que preferem continuar tendo aula perceberem que a questão é séria?
Segue a matéria do http://www.uol.com.br/

"10/06/2009 - 19h32
Alunos e professores da Unicamp iniciam greve nesta quarta-feira
Da RedaçãoEm São Paulo
DEshow('180x150',5,8);
Após assembleias realizadas nesta quarta-feira (10), estudantes e docentes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) aderiram à greve de funcionários das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp). As duas categorias decidiram entrar no movimento em repúdio ao confronto ocorrido entre policiais e manifestantes no campus da USP (Universidade de São Paulo) na última terça-feira (9).Na assembleia da Adunicamp (Associação dos docentes da Unicamp), cerca de 70 docentes aprovaram a adesão. Após a reunião, uma comissão de docentes se reuniu com o reitor Fernando Costa para entregar moção de repúdio à violência na USP e pedido de reabertura das negociações com o Fórum das Seis (entidade que reúne sindicatos das três universidades). Ao todo, a instituição tem 2.726 docentes."

VERGONHA!

FORA REITORA SUELY VILELA! FORA SERRA!

FORA IMPUNIDADE POLICIAL NO CAMPUS USP - Butantã!

Abaixo segue o relato do professor Pablo Ortellado em uma lista de e-mails entre professores que tive a felicidade de receber.

"Prezados colegas,

Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no Co (transmitindo as pautas antes da reunião e depois> enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do Co porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e, com a greve, não podia ser reparado. Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista> emergencial em outro servidor.. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso. Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação. Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções.. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando. Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado). Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos. A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá.. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira) , autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário. Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais. Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.

Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado

Escola de Artes,

Ciências e Humanidades Universidade de São Paulo"

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sobre o confronto com o jogo do Vasco

A reportagem mais sensata de todos os tempos...realmente foi o que ocorreu, chega de bandalhera da televisão e de promotor público querendo se aparecer, tentando tapar o sol com peneira na questão da violência e bandidagem.
Como Corintianos carregam pedaços de pau, ferro e armas se um Corintiano morreu? Minha nossa...

"Por Redação Yahoo! Brasil
Confira na íntegra o relato da jornalista Leonor Macedo sobre a sucessão de ocorrências entre torcidas de Corinthians e Vasco, que resultou na morte de um torcedor, durante a partida das duas equipes pela Copa do Brasil. Este texto abaixo reflete exclusivamente a posição da autora e está sendo reproduzido com a autorização da mesma.
O papel de cada um
Quando o William foi incendiado por faíscas de sinalizadores e papéis picados, resultado de uma equação bem simples e capaz de ser prevista até por uma criança ainda bem pequenina, boa parte da imprensa sorriu. Achou curioso - para não dizer engraçado - que diante de um Pacaembu lotado, o capitão do time campeão paulista de 2009 pegasse fogo ao lado do Ministro dos Esportes Orlando Silva, do Secretário de Esportes da Cidade de São Paulo Walter Feldman e do presidente do Corinthians Andrés Sanchez. E, mais uma vez, limitou-se a resumir o fato somente em manchete e noticiou-o em duas linhas como se fosse um acidente casual.
Ao atear fogo no ônibus da torcida do Vasco, os torcedores corinthianos conseguiram uma atenção pouco maior por parte dos jornalistas. Digo pouco porque, apesar de ter sido massacrada com notícias sobre o fato em todos os veículos de comunicação, nenhum jornalista buscou, novamente, saber o que aconteceu na noite de ontem.
Li um promotor discursar sobre uma possível emboscada de corinthianos, associados aos Gaviões da Fiel e pertencentes ao movimento da Rua São Jorge, preparados para pegarem a torcida do Vasco na Ponte das Bandeiras. Ouvi a polícia dizer que nos quatro carros que acompanhavam o ônibus das pessoas da Rua São Jorge havia barras de ferro e uma espingarda de calibre 12. Vi a Ana Maria Braga gritar com um papagaio falante ao seu lado que "aquilo não era torcedor, mas um bando de marginal e vagabundo".
E precisei de três ou quatro telefonemas para tentar ouvir quem nunca é ouvido. Alguém que, infelizmente, é sempre um de nós.
**
Quando o Mandioca me procurou na arquibancada no intervalo do jogo e me disse que havia ocorrido um confronto entre torcedores da Rua São Jorge e torcedores do Vasco, eu busquei com os olhos algum amigo integrante do movimento. Achei e perguntei se ele tinha alguma informação.
- Estou esperando alguém me dar notícias, mas há bastante gente ferida porque o negócio foi feio. Parece que houve um tiroteio.
Vi as lideranças das torcidas conversando próximas ao alambrado até o intervalo do segundo tempo. Senti um clima tenso, pesado, frio, preocupado e preocupante. Mais do que já estava naquela noite gelada de outono, de uma semifinal vencida por 0 a 0 em uma partida mal disputada.
Ao sair, esmagada por uma multidão desorganizada, peguei uma carona com um amigo. Ligamos o rádio e ouvimos que havia um ônibus da torcida do Vasco incendiado do lado de fora do Pacaembu em represália à morte de um torcedor corinthiano na Marginal Tietê.
Cheguei a minha casa e as primeiras informações já estavam na internet: emboscada, briga, tiro, espancamento, fogo, ônibus, nada. Liguei para dois ou três amigos que provavelmente estariam no ônibus de corinthianos da Marginal, já que eles são lideranças do Movimento Rua São Jorge e costumam sair do Corinthians em dia de jogo até o Pacaembu. Nada mais coerente. Nenhum atendia ao telefone. Dormi mal e preocupada.
Quando acordei, as notícias eram as mesmas. Exatamente nada apurado. Liguei o MSN e encontrei um amigo que havia visto ontem no estádio:
- Está sabendo de alguma informação?
- Sim. Saí do jogo e fui ao PS de Santana, para onde foram levados os torcedores feridos. O torcedor morto não foi reconhecido. Foi encontrado pelado, só de cueca, na Praça Campo de Bagatelle, sem nenhum documento e desfigurado.
- E o que aconteceu?
- Quinze ônibus do Vasco cruzaram com um do Corinthians na Marginal Tietê.
Difícil acreditar que torcedores de um ônibus do Corinthians fizessem emboscada para 15 ônibus com torcedores do Vasco. Nem toda a falta de bom senso do mundo atropelaria essa matemática.
Depois falei de novo com o Mandioca, que tinha conversado com o Sid, que tinha falado com o Gabriel, todos tentando encontrar alguma informação do que aconteceu, de algum amigo ferido, morto.
O Gabriel não tinha conseguido entrar no estádio porque um dos meninos que estava com o ingresso dele também estava no ônibus da Rua São Jorge, indo para o Pacaembu. Às 21h50, horário em que começaria o jogo, ele ligou para esse amigo:
- Pô, são 21h50. Cadê você com meu ingresso? O jogo está começando.
- A polícia parou a gente para uma revista aqui na frente do Clube Esperia. Acho que já já eu to aí. Peraí, mano, p***********! Peraí que os caras da Força Jovem estão correndo para cima da gente.
E desligou o telefone. O Gabriel não entendeu bem o que tinha acontecido e continuou na porta do estádio, na esperança de conseguir o seu ingresso e entrar para ver o jogo. Um tempo depois, apareceram de táxi algumas pessoas que estavam na briga para contar o que tinha acontecido. Pareciam zumbis, inchados, cortados, com os agasalhos encharcados de sangue.
- Quem conseguiu escapar está aqui. Quem não conseguiu, está preso ou foi parar no hospital - disse um deles para o Gabriel.
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Depois li na internet o promotor declarando que a emboscada já estava armada há muito tempo. Que na quarta-feira de manhã ele já tinha recebido uma denúncia e que a torcida do Vasco tinha proposto deixar os ônibus nas sedes da TUP e da Mancha Verde, organizadas do Palmeiras e que são co-irmãs da Força Jovem, como eles gostam de dizer. Mas que a promotoria e a polícia não tinham aceitado porque, no trajeto a pé ao Pacaembu, haveria enfrentamento entre torcedores.
Ficou decidido que ao chegar a Guarulhos os ônibus da torcida do Vasco receberiam escolta policial até o Pacaembu, fazendo o caminho pela Marginal Tietê. Mesmo caminho que fazem os torcedores corinthianos lá da Zona Leste e que a polícia do estado saberia se tivesse alguma comunicação até mesmo por um walkie-talkie.
Foi neste trajeto que tudo aconteceu. E só quem estava lá saberia me dizer o que tinha rolado. Até que consegui falar com um dos amigos lideranças do movimento, hospitalizado.
- Como você está?
- Sem dente, cabeça cheia de ponto, com dor até para respirar. Talvez tenha que operar a mão e o braço.
- E o que aconteceu?
O que aconteceu foi que a Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) parou o ônibus dos torcedores do Corinthians para uma revista. E parou quatro carros de corinthianos que estavam junto. O ônibus dos torcedores corinthianos não tinha nenhuma escolta policial porque, segundo a promotoria, eles não são torcedores organizados com CNPJ. Mas são. Torcedores dos Gaviões da Fiel que se reúnem longe da sede. Só que em um Estado de Direito, onde existe uma constituição que alega que é dever desse Estado zelar pela segurança de seus cidadãos, qualquer pessoa física deveria ter garantida a sua integridade física. Não precisaria pertencer a nenhuma associação, agremiação, clube, empresa, fundação, OSCIP, ONG para conseguir chegar viva ao estádio de futebol. A qualquer lugar.
Com a proteção policial negada e sob ameaça de bater e apanhar, provavelmente a mesma que o promotor havia recebido na manhã de quarta, esse grupo de corinthianos resolveu fazer a própria segurança. Gentileza gera gentileza, estupidez gera estupidez.
Ao ver a Rocam parada em frente ao Clube Esperia, dando uma batida policial no grupo de corinthianos, outros 20 policiais da Rocam que trabalhavam na escolta da torcida do Vasco e que não foram avisados que por aquele caminho fatalmente as torcidas se encontrariam, resolveram parar os ônibus do Vasco a fim de evitar esse confronto. Mas pararam muito perto. Aos poucos, eles foram descendo, 800 deles.
Incontroláveis como toda massa enfurecida por uma rivalidade bestial, porém histórica, os vascaínos partiram para cima dos corinthianos. Carregando barras de ferro, armas, paus, rojões e outros objetos que serviram de arma e que não foram tomados pelos policiais da escolta em uma revista que não aconteceu. E massacraram os corinthianos. E mataram um deles atirando o corpo em uma praça que foi palco da comemoração do Campeonato Paulista de 2009, no mesmo dia que o William pegou fogo.
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Eu que estava no estádio, soube disso no dia seguinte, mas não saberia se não tivesse ligado para meia dúzia de amigos e só esperasse a notícia que me dão. O que sei é que, naquela noite - e falo agora como se tivesse passado muito tempo porque será daquelas noites que carregarei para sempre - os 800 torcedores do Vasco que brigaram antes do jogo chegaram atrasados na partida, mas chegaram. Conseguiram entrar no estádio, assistir a partida do seu time que, mesmo perdendo, lutou até o final pela classificação. Mas o Clayton, que morreu nu e desfigurado em uma praça da Zona Norte de São Paulo, não vai conseguir chegar nunca mais.
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Essa é a versão que não é publicada nos jornais, que não aparece na televisão, que não se ouve no rádio, mas que mesmo assim existe. Que é fruto de uma equação tão banal quanto àquela que fez o William pegar fogo na alegria de se comemorar um título. E que, nem por isso, é evitada.
Quem sofre a violência dentro e fora dos estádios sabe quais são os motivos que o levam a ela. Sabe que qualquer violência é fruto de algo muito maior: de uma nação deseducada, desorganizada e cada vez mais desumana; de um Estado omisso, corruptível, impune, burocrático; de uma polícia despreparada, mal paga, preconceituosa; de uma imprensa burra, preguiçosa e reacionária; de um futebol paternalista, aproveitador, interesseiro e explorador.
E sabe justamente o que fazer para combater a violência. Toda a promotoria, comissão de paz, clubes, polícia, torcedores, ministério, imprensa, todo mundo sabe qual é seu papel nessa história. Mas só o que se vê é a repetição dos mesmos erros. E a simplificação das soluções. Porque é muito mais fácil criar uma camisa e um ônibus à prova de fogo do que parar de atear fogo em jogador e matar torcedor, cidadão. Todos nós inflamamos o William. Todos nós matamos o Clayton."

pegou?

Diretamente do site do Sintusp (http://www.sintusp.org.br/) a tokadotatu repudia

mais uma vez a entrada da força militar, tropa de choque no campus Butantã da Cidade Universitária USP.

O reflexo disso tudo: Professores também em greve, alunos em greve, trabalhadores em greve.

A imensa faixa foi posicionada ontem a tarde na torre do relógio "Fora Pm!"

Fica assim.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Se lá
for SELAR a carta
do sebo do SÉRgio
SABE-se LÁ
o que SÓCRATES VAAAAAAAAAAI achar?
SIN T O MASSSS
fui mais gripe que você
peguei mais catapora que você
fui mais teimoso
e espirrei mais nesses dias de frio
SIN T O MASSS
minha rinite preferiu ficar comigo
com minha sinusite dormir abraçada
coisa boa.
UmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatumUmatumatum
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
/ele meteu o pé na lama /
/8/
/8/
rasgou o joelho no cimento
cambaleou mais
entendeu mais
que se caísse do jumento
mais vezes
não montaria em cavalo brabo
/8/
/8/
meteu um nariz de palhaço
roxo meio amargo
rodou na praça
fez cama de gato no cadarço
fez
forte fama
envenenou-se
/8/
/8/
misturou tanto troço
todo trapo de líquido que via
com água e azeite
creme de cabelo e
sucrilhos
deleitou-se